quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Inutilia Truncat.

"Cortar as futilidades."
Vivemos a base do consumo. A vaidade nos consome. O desejo e ambição nos destroem...
Às vezes  paro para refletir sobre o que realmente precisamos para viver bem, então passo a observar, ainda que por pouco tempo, as pessoas a minha volta.Vivem reclamando de suas vidas, dizendo que querem isso e que precisam daquilo. Isso me assusta, pois sei que sou uma delas!
"O essencial é invisível aos olhos"(Saint-Exupéry).É.Precisamos, especialmente, daquilo que é invisível aos olhos.Precisamos de amor, carinho, esperança, solidariedade, paz, fraternidade, fé, compaixão e compreenssão.Nós, porém, visamos as coisas materiais, aquelas cujas temperaturas são frias, coisas passageiras, que nos proporcionam, muitas vezes, sensação de poder e satisfação momentânea, mas que, por outro lado, são incapazes de nos saciar.
É correto firmar que, em meio a tanta tecnologia e "desenvolvimento" que nossa sociedade se encontra, é difícil não acompanhar a tendência , que é como um ciclo: um hora amamos salto plataforma, noutra vamos de cintura alta. A moda é sempre assim, minha mãe em sua aurora usava roupas que hoje compõem as vitrínes de shoppings. Em todos os setores esse vai-e-vem de futilidades também acontecem. Essa influencia começou em meados do século XX e se intensifica a cada dia.
Essa ganância medíocre gera brigas e até mesmo conflitos mundiais, em que líderes políticos de certas nações , guerreiam por terras ou recursos existentes nas terras dos outros.
É possível cortarmos nossas vaidades ou seria doloroso demais para a sociedade viver sem ilusão, somente com essência que está adormecida há tanto tempo???Seria doloroso demais repensarmos nossos gastos  e o que é explorado para "suprir" nossas vontades ???
Sim, pois somos guiados por isso e por conveniência ou até egoísmo, nunca nos esforçaremos para deixar nosso ridículo luxo ou sairmos de nossas piscinas, ainda que elas estejam repletas de ratos.Somos assim. Somos seres, não sei se realmente humanos. Pelo menos pensamos que somos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário